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Exposição Metamorfoses (parte III)

As minhas obras começam oficialmente em 2018, mas a minha vontade de pintar começou muito antes, em 2009. Cavando um pouco mais, talvez os primeiros registos artísticos tenham começado no secundário. Quando uma pessoa amadurece e consegue olhar para trás vê que durante a vida passamos por variadíssimas fases, umas mais longas que outras - eu não posso e nem quero falar das fases que passei desde que nasci! Mas há fases mais marcantes que outras.


As minhas obras refletem um processo continuo de cura e sucessivas visitas ao meu mundo interior. Cada fase que passei funcionou como uma ferramenta de processamento emocional que uma vez que era atingida com clareza a parte estética cumpria o seu propósito e dava lugar à próxima descoberta. Há uma transição rápida, impulsionada por uma mente ágil e faminta de experimentação, não é uma falta de permanência, mas sim a manifestação de uma urgência criativa que prefere a metamorfose constante ao estancamento.


" A minha arte não pretende ser destino mas sim rasto em movimento, as minhas fases são itinerários de fôlegos curtos, num mapa que se encontra em constante mudança."

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