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Espaço de Escrita
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Estágios, uma retrospectiva, a primeira fase.
Não sou mestre de nada, mas já distingo cinquenta tons de azul e evito beber a água dos pincéis. No início, o meu atelier cabia inteiro numa caixa de sapatos e a criação dividia espaço com a rotina na mesa da cozinha. Os meus dois gatos eram os críticos de serviço, as paletas eram tampas recicladas e o suporte eram restos de cartão, onde tentava que as árvores não fossem brócolos. Hoje as telas evoluíram e os pincéis multiplicaram-se, mas a essência teimosa e a urgência de pi
Irina Marques
26 de abr.2 min de leitura


Obra In-Finito IV – Reunião Geral do Condomínio
Ainda sobre a obra, escrevi um outro texto, imaginei novas conversas. In-Finito IV , acrílico sobre tela, 80 cm x 60 cm x 2 cm, Irina Marques, 2026. A reunião começou com o Vermelho a bater com o martelo no centro da mesa a dizer: “Exijo a cobertura! Sou a cor da paixão e da urgência, parte deste condomínio é meu por direito de saturação.” O Azul, sentado ao fundo e sempre zen, bocejou: “Menos intensidade, Vermelho. Eu voto na abstenção de conflitos, desde que me deixem um es
Irina Marques
17 de abr.2 min de leitura


Crónicas de uma Refém de Gatos
Um texto engraçado sobre uma aventura com gatos enquanto estava num retiro de 2 dias no Gêres
Irina Marques
6 de abr.2 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte III)
O meu percurso, enraizado em 2009 e oficializado em 2018, é uma cartografia de cura. Cada fase artística é um breve fôlego interior: assim que alcanço clareza emocional, a estética cumpre o seu papel e a minha mente — ágil e faminta por experimentação — impulsiona-me para a próxima metamorfose. Não procuro o estancamento, mas o rasto de um movimento vivo. A minha arte não é um destino estático, mas o registo de uma alma que prefere a urgência da descoberta à permanência do lu
Irina Marques
26 de jan.1 min de leitura
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