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Espaço de Escrita
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O mito de Perséfone
O mito de Perséfone espelha os ritmos da natureza e da alma. Raptada por Hades para o Submundo, o desgosto da mãe, Deméter, gerou o primeiro inverno. Por ter comido seis sementes de romã, ficou ligada ao reino das sombras, dividindo o ano entre a luz e a escuridão — o ciclo das estações. Mais do que perda, é a evolução de Core para Rainha de Ferro, a única a transitar entre vida e morte. Mas, a avaliar pela chuva sem tréguas aqui por Braga, ela esqueceu-se das chaves e o inve
Irina Marques
11 de mai.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a terceira fase.
Nesta fase do "quero, posso e pinto", deixei de criar para o crítico imaginário e passei a pintar para mim. A mudança para Braga foi o catalisador desta metamorfose. A minha arte ganhou o espaço público, mercados, exposições e até o meu próprio livro. Os meus gatos continuam como chefes de equipa com a arrogância habitual. Já não luto contra o erro, incorporo-o. A identidade não é um destino fixo, mas um território que se expande a cada viagem, conversa e nova perspetiva.
Irina Marques
4 de mai.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a segunda fase.
Depois de sobreviver à cozinha, passei para as escolhas conscientes e tornei-me investidora de pigmentos. Comprei tubos "grau de artista" e o braço de ferro com o material acabou: a tinta já não fugia e os pincéis ganharam companhia (e sabão próprio), sem perder pelos na tela.
Por alergia e falta de paciência para secagens longas, descartei o óleo; as minhas pinceladas são urgentes demais. Os gatos subiram a chefes de equipa, vigiando do topo da cadeira. Sem focar em galeria
Irina Marques
29 de abr.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a primeira fase.
Não sou mestre de nada, mas já distingo cinquenta tons de azul e evito beber a água dos pincéis. No início, o meu atelier cabia inteiro numa caixa de sapatos e a criação dividia espaço com a rotina na mesa da cozinha. Os meus dois gatos eram os críticos de serviço, as paletas eram tampas recicladas e o suporte eram restos de cartão, onde tentava que as árvores não fossem brócolos. Hoje as telas evoluíram e os pincéis multiplicaram-se, mas a essência teimosa e a urgência de pi
Irina Marques
26 de abr.2 min de leitura


O Manifesto do Caos Geométrico
Ouvi dizer que o caminho mais curto entre dois pontos é a linha recta, a minha mente discorda totalmente! Se pudesse ter a possibilidade de desenhar os meus pensamentos, eles iriam-se traduzir num amaranhado de fios de luz sem qualquer principio ou fim... No entanto quando a minha mão pousa sobre a tela ou no papel outra coisa acontece, a urgência da ordem assume o comando. Sempre vivi com este braço de ferro entre a desorganização crónica das minhas ideias e a tentativa de e
Irina Marques
22 de abr.1 min de leitura


Ponto, linha, Plano - Uma necessidade interior
No meu atelier, a tela não é um vazio, é uma arena de forças. O ponto é o meu primeiro fôlego, o silêncio que se quebra com um toque de pincel. Quando me movo, esse ponto vira linha — um rasto de energia que dança sobre o plano. Cada traço tem voz: as retas são firmes, as curvas respiram. O plano, esse organismo vivo, acolhe esta orquestra onde as formas são sons e a geometria é a música da alma. Aqui, nada é estático; tudo é vibração e pura necessidade interior.
Irina Marques
17 de abr.2 min de leitura


O que os meus pinceis dizem sobre mim, uma entrevista.
Uma entrevista, conduzida pela artista plástica, aos seus pinceis.
Irina Marques
13 de abr.2 min de leitura


De onde raios vem a inspiração?
Desmistificando as musas e os musos
Irina Marques
30 de mar.2 min de leitura


Geometria como Linguagem
Como a História da Arte influência as minhas obras
Irina Marques
15 de mar.1 min de leitura


Onde cada peça encontra o seu lugar
Criar arte geométrica é muito semelhante a montar um puzzle complexo. No início, temos apenas pedaços de cor e forma que parecem sem nexo. Exige paciência e visão para encontrar o encaixe perfeito.
Irina Marques
27 de fev.1 min de leitura


In-finito
As novas obras que me encontro a criar pertencem à colecção In-finito. Deixo um texto descritivo deste meu processo. Pousei o pincel porque a minha mão já não tinha mais para onde ir, mas o meu coração sabe que este quadro não está pronto. Ele é apenas matéria, um limite físico, um corpo “finito”. Entre cada camada de pigmento e cada linha, deixei um espaço — um pequeno hífen invisível — que convida ao que está dentro, ao “in-“. Eu não te dou uma imagem, dou-te o meu silêncio
Irina Marques
19 de fev.1 min de leitura


A doença criativa
A arte é o oxigénio da alma criadora e, quando o mundo a cala, o corpo definha no silêncio de um fôlego que não encontra saída.
Irina Marques
27 de jan.1 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte III)
O meu percurso, enraizado em 2009 e oficializado em 2018, é uma cartografia de cura. Cada fase artística é um breve fôlego interior: assim que alcanço clareza emocional, a estética cumpre o seu papel e a minha mente — ágil e faminta por experimentação — impulsiona-me para a próxima metamorfose. Não procuro o estancamento, mas o rasto de um movimento vivo. A minha arte não é um destino estático, mas o registo de uma alma que prefere a urgência da descoberta à permanência do lu
Irina Marques
26 de jan.1 min de leitura


As metamorfoses - Figuras femininas e Mitos
Explicação das figuras mitológicas como metamorfoses na minha pintura
Irina Marques
25 de jan.1 min de leitura


A geometria do sentir
A minha jornada pelas artes
Irina Marques
22 de jan.2 min de leitura


In-finito
"A minha arte é o rasto de uma alma que aprendeu a renascer. O que nasceu em 2018 como cura meditativa em mandalas, transfigurou-se, entre sismos e silêncios, numa geometria de liberdade. Hoje, a minha pintura não descreve o mundo; organiza o sentir. Cada tela, intitulada Metamorfose, é uma narrativa aberta que só se completa no teu olhar. É o triunfo de uma vida que, após ver o chão fugir, descobriu na abstração a segurança de ser, finalmente, luz e estrutura."
Irina Marques
15 de jan.2 min de leitura


A abstracção como linguagem interior
Em 2023 algo na minha vida mudou totalmente a forma como abordo as obras de arte, o Sismo de Marraquexe , eu estava na cidade quando ocorreu. Foi nessa fase que as minhas obras começaram a recorrer à abstração. Não como afastamento da realidade mas sim, como uma tentativa de tornar a minha arte mais honesta. Foi o momento em que a realidade se impôs de forma crua, instável, impossível de organizar em imagens reconhecíveis. O que ficou não foi uma cena, mas um estado onde pred
Irina Marques
12 de jan.2 min de leitura


Aprender a olhar
Texto relacionado com a forma como olhamos para uma obra de arte
Irina Marques
5 de jan.2 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte II)
Explicação do processo de elaboração das Mandalas da Exposição intitulada Metamorfoses de Irina Marques
Irina Marques
18 de dez. de 20251 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte I)
Breve explicação da exposição metamorfoses. Primeira parte da explicação
Irina Marques
16 de dez. de 20252 min de leitura
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