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Geometria como Linguagem


Muitas vezes perguntam-me como é que a minha formação em História da Arte molda o que pinto na tela. A resposta é simples, mas profunda: para mim, a teoria não é uma gaiola, é uma caixa de ferramentas.


Imaginemos que a bagagem é uma fonte de inspiração. Estudar os mestres e os movimentos que definiram séculos de cultura visual deu-me uma sensibilidade especial para a gramática das formas. Quando começo uma nova obra, há um diálogo invisível a acontecer.


No caso da estrutura, aprendi com o Classicismo e a Bauhaus que servem de esqueleto para a minha criatividade. Já a cor, a teoria cromática deixa de ser um conceito académico para se tornar uma linguagem emocional, inspirada pela liberdade dos movimentos modernos.


Tento traduzir o passado para o presente. O meu trabalho é uma tentativa de sintetizar a complexidade da História da Arte com a urgência da expressão contemporânea. Não procuro replicar o que já foi feito, mas sim usar esse conhecimento para explorar novos equilíbrios, ritmos e tensões visuais.

Pintar é, na verdade, uma forma de investigação. Cada pincelada ou forma geométrica é uma resposta a séculos de evolução estética, filtrada pela minha própria visão do mundo. É onde o rigor do arquivo se cruza com a liberdade da intuição.

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