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Espaço de Escrita
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O Drama do Canto Inferior Direito
Um texto bem humorado do dilema de assinar ou não a obra de arte
Irina Marques
7 de mai.2 min de leitura


Ponto, linha, Plano - Uma necessidade interior
No meu atelier, a tela não é um vazio, é uma arena de forças. O ponto é o meu primeiro fôlego, o silêncio que se quebra com um toque de pincel. Quando me movo, esse ponto vira linha — um rasto de energia que dança sobre o plano. Cada traço tem voz: as retas são firmes, as curvas respiram. O plano, esse organismo vivo, acolhe esta orquestra onde as formas são sons e a geometria é a música da alma. Aqui, nada é estático; tudo é vibração e pura necessidade interior.
Irina Marques
17 de abr.2 min de leitura


O Acordo de Arestas e Curvas - Construtivismo Caótico
A tela nasce de uma "reunião de condomínio" cromática. O Vermelho impõe-se no centro como âncora, enquanto o Amarelo busca equilíbrio e luz. As Diagonais ditam as regras da estrutura, mas o Azul pede calma e espaço. Entre o rigor do Mosaico e a fluidez das formas orgânicas, há uma negociação constante: quem empurra, quem abriga, quem brilha. O resultado final é um pacto de paz visual, onde cada geometria se encaixa num equilíbrio dinâmico que transforma o caos numa sinfonia v
Irina Marques
14 de abr.2 min de leitura


Troquei o manual de instruções por um tubo de tinta.
Muitas vezes perguntam-me: "O que significa isto?". Confesso um segredo: o manual de instruções foi empurrado da mesa pelo meu gato, o meu "Diretor de Caos", que o transformou em confetis. No atelier, as formas são teimosas. O círculo é mandão, o triângulo quis ser pássaro e o fundo amarelo é um café expresso para ninguém adormecer. Pintar é criar perguntas giras, não dar respostas. O gato já deu o selo de aprovação (sentando-se na paleta). Agora a obra é vossa. O que veem ne
Irina Marques
14 de abr.1 min de leitura


Geometria como Linguagem
Como a História da Arte influência as minhas obras
Irina Marques
15 de mar.1 min de leitura


In-finito
As novas obras que me encontro a criar pertencem à colecção In-finito. Deixo um texto descritivo deste meu processo. Pousei o pincel porque a minha mão já não tinha mais para onde ir, mas o meu coração sabe que este quadro não está pronto. Ele é apenas matéria, um limite físico, um corpo “finito”. Entre cada camada de pigmento e cada linha, deixei um espaço — um pequeno hífen invisível — que convida ao que está dentro, ao “in-“. Eu não te dou uma imagem, dou-te o meu silêncio
Irina Marques
19 de fev.1 min de leitura


Fanfarra Colorida I
Fragmento imaginativo baseado num obra
Irina Marques
11 de fev.1 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte III)
O meu percurso, enraizado em 2009 e oficializado em 2018, é uma cartografia de cura. Cada fase artística é um breve fôlego interior: assim que alcanço clareza emocional, a estética cumpre o seu papel e a minha mente — ágil e faminta por experimentação — impulsiona-me para a próxima metamorfose. Não procuro o estancamento, mas o rasto de um movimento vivo. A minha arte não é um destino estático, mas o registo de uma alma que prefere a urgência da descoberta à permanência do lu
Irina Marques
26 de jan.1 min de leitura


A linguagem silenciosa da abstração
A abstração pede-me silêncio antes de sentido. Não tento compreender a pintura — deixo que ela me atravesse. Entre gesto e cor, encontro um espaço onde não há respostas, apenas presença.
Irina Marques
15 de jan.3 min de leitura


In-finito
"A minha arte é o rasto de uma alma que aprendeu a renascer. O que nasceu em 2018 como cura meditativa em mandalas, transfigurou-se, entre sismos e silêncios, numa geometria de liberdade. Hoje, a minha pintura não descreve o mundo; organiza o sentir. Cada tela, intitulada Metamorfose, é uma narrativa aberta que só se completa no teu olhar. É o triunfo de uma vida que, após ver o chão fugir, descobriu na abstração a segurança de ser, finalmente, luz e estrutura."
Irina Marques
15 de jan.2 min de leitura


A abstracção como linguagem interior
Em 2023 algo na minha vida mudou totalmente a forma como abordo as obras de arte, o Sismo de Marraquexe , eu estava na cidade quando ocorreu. Foi nessa fase que as minhas obras começaram a recorrer à abstração. Não como afastamento da realidade mas sim, como uma tentativa de tornar a minha arte mais honesta. Foi o momento em que a realidade se impôs de forma crua, instável, impossível de organizar em imagens reconhecíveis. O que ficou não foi uma cena, mas um estado onde pred
Irina Marques
12 de jan.2 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte I)
Breve explicação da exposição metamorfoses. Primeira parte da explicação
Irina Marques
16 de dez. de 20252 min de leitura


Composição sobre fundo verde
Imagem e poema sobre obra Composição sobre fundo verde
Irina Marques
27 de mai. de 20251 min de leitura


Componentes, a obra
Componentes uma análise
Irina Marques
20 de jun. de 20241 min de leitura


Abstração (concretamente)
E se eu dissesse que os meus quadros têm várias leituras e todas elas poderão estar correctas? Seria um pouco complicado entender o que o...
Irina Marques
26 de jul. de 20232 min de leitura


Abstração
Com o decorrer das nossas vidas e no dia a dia, facilitou-se um código visual comum a todas as culturas e sociedades, pelo menos algumas...
Irina Marques
19 de jul. de 20232 min de leitura


Porquê da Abstração?
Abstração nem sempre é um tema fácil de entender, então na pintura pode muito bem ser confundida com algo decorativo e sem sentido ou...
Irina Marques
17 de jul. de 20234 min de leitura
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