In-finito
- Irina Marques

- 19 de fev.
- 1 min de leitura
As novas obras que me encontro a criar pertencem à colecção In-finito. Deixo um texto descritivo deste meu processo.
Pousei o pincel porque a minha mão já não tinha mais para onde ir, mas o meu coração sabe que este quadro não está pronto. Ele é apenas matéria, um limite físico, um corpo “finito”. Entre cada camada de pigmento e cada linha, deixei um espaço — um pequeno hífen invisível — que convida ao que está dentro, ao “in-“.
Eu não te dou uma imagem, dou-te o meu silêncio e o meu ruído para que sejas tu a terminá-los. O que aqui vês é um “in-finito”, isto é, uma obra que morre nos limites da moldura, mas que renasce, interminável, cada vez que os teus olhos me roubam o sentido original e lhe dão uma vida nova.
Eu fiz a minha parte, deixei a porta entreaberta. Agora, o quadro só respira se tu entrares nele. Recuso o ponto final, pois acredito que a beleza reside no “vir a ser”.



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