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O Manifesto do Caos Geométrico

Ouvi dizer que o caminho mais curto entre dois pontos é a linha recta, a minha mente discorda totalmente! Se pudesse ter a possibilidade de desenhar os meus pensamentos, eles iriam-se traduzir num amaranhado de fios de luz sem qualquer principio ou fim... No entanto quando a minha mão pousa sobre a tela ou no papel outra coisa acontece, a urgência da ordem assume o comando.


Sempre vivi com este braço de ferro entre a desorganização crónica das minhas ideias e a tentativa de encontrar abrigo na geometria mais rigorosa das minhas obras. É como se a régua, o esquadro e compasso fossem os meus tradutores oficiais para o mundo, que de outra forma não me entenderia.


Nestes dias decidi que seria bom organizar o meu atelier e começar a partilhar (na tentativa de uma forma mais organizada) a arquitetura por trás do que pinto, irei iniciar uma série de partilhas recorrentes, onde o caos e o espaço tenta-se organizar. Algumas temáticas que irão aparecer serão relacionadas com:


A passagem - Lugares que visitei e que no passaporte deixaram paisagens, inspirações, outros ângulos e perspectivas que acabaram fundidos nas minhas telas.

O ponto - Momentos ou epifanias que me inspiraram a traçar a primeira linha de uma nova composição, serão também momentos únicos.


Passei por tantas fases em cerca de 10 anos que o meu currículo artístico parece uma "crise de identidade" autêntica. Mudei de cores de paletas como quem muda de opinião em frente de um menu. No meio desse turbilhão de conceitos que nasceram e morreram, a geometria foi a única que nunca me largou, foi sempre o meu GPS.



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