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Espaço de Escrita
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Estágios, uma retrospectiva, a terceira fase.
Nesta fase do "quero, posso e pinto", deixei de criar para o crítico imaginário e passei a pintar para mim. A mudança para Braga foi o catalisador desta metamorfose. A minha arte ganhou o espaço público, mercados, exposições e até o meu próprio livro. Os meus gatos continuam como chefes de equipa com a arrogância habitual. Já não luto contra o erro, incorporo-o. A identidade não é um destino fixo, mas um território que se expande a cada viagem, conversa e nova perspetiva.
Irina Marques
4 de mai.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a segunda fase.
Depois de sobreviver à cozinha, passei para as escolhas conscientes e tornei-me investidora de pigmentos. Comprei tubos "grau de artista" e o braço de ferro com o material acabou: a tinta já não fugia e os pincéis ganharam companhia (e sabão próprio), sem perder pelos na tela.
Por alergia e falta de paciência para secagens longas, descartei o óleo; as minhas pinceladas são urgentes demais. Os gatos subiram a chefes de equipa, vigiando do topo da cadeira. Sem focar em galeria
Irina Marques
29 de abr.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a primeira fase.
Não sou mestre de nada, mas já distingo cinquenta tons de azul e evito beber a água dos pincéis. No início, o meu atelier cabia inteiro numa caixa de sapatos e a criação dividia espaço com a rotina na mesa da cozinha. Os meus dois gatos eram os críticos de serviço, as paletas eram tampas recicladas e o suporte eram restos de cartão, onde tentava que as árvores não fossem brócolos. Hoje as telas evoluíram e os pincéis multiplicaram-se, mas a essência teimosa e a urgência de pi
Irina Marques
26 de abr.2 min de leitura


O Manifesto do Caos Geométrico
Ouvi dizer que o caminho mais curto entre dois pontos é a linha recta, a minha mente discorda totalmente! Se pudesse ter a possibilidade de desenhar os meus pensamentos, eles iriam-se traduzir num amaranhado de fios de luz sem qualquer principio ou fim... No entanto quando a minha mão pousa sobre a tela ou no papel outra coisa acontece, a urgência da ordem assume o comando. Sempre vivi com este braço de ferro entre a desorganização crónica das minhas ideias e a tentativa de e
Irina Marques
22 de abr.1 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte III)
O meu percurso, enraizado em 2009 e oficializado em 2018, é uma cartografia de cura. Cada fase artística é um breve fôlego interior: assim que alcanço clareza emocional, a estética cumpre o seu papel e a minha mente — ágil e faminta por experimentação — impulsiona-me para a próxima metamorfose. Não procuro o estancamento, mas o rasto de um movimento vivo. A minha arte não é um destino estático, mas o registo de uma alma que prefere a urgência da descoberta à permanência do lu
Irina Marques
26 de jan.1 min de leitura


Exposição Metamorfoses (parte II)
Explicação do processo de elaboração das Mandalas da Exposição intitulada Metamorfoses de Irina Marques
Irina Marques
18 de dez. de 20251 min de leitura


Entre o Dó e o Sol
A série a que pertenço a obra "Entre o Dó e o Sol" reflete esse percurso: trata-se de uma investigação visual do intervalo entre dois estados — entre a rigidez e a fluidez, entre a contenção e a expansão, entre o “eu” que fui e o que estou a tornar-me. Utilizo a geometria como linguagem para mapear esse processo interno: círculos como núcleos de transformação, linhas como trajetórias e forças em tensão, cores como vibrações de estados afetivos.
Irina Marques
6 de mai. de 20251 min de leitura


Artista Plástico XXII
Quando pinto e crio obras tenho diversos tipos de sentimentos. A cada passo em que a obra se constrói passo por emoções mais diversas. A...
Irina Marques
18 de dez. de 20242 min de leitura


Aceno
Estou mas não estou às vezes passo por estar concretamente mas mentalmente sai de ali é como voasse por corredores imaginativos não...
Irina Marques
17 de dez. de 20241 min de leitura


Todas as coisas que tenho para fazer e deixo para a última hora.
Pois é, ter déficit de atenção e hiperactividade tem estas coisas. Eu não sou o meu transtorno, fundamento, mas que ele me transtorna é...
Irina Marques
3 de dez. de 20241 min de leitura


Artista Plástico XXI
Conforme já referi anteriormente quando começa a surgir um oportunidade parece que outras - de momento tenho alguns horizontes à vista....
Irina Marques
28 de nov. de 20242 min de leitura


Artista Plástico XVII
Sempre que olho para as minhas entradas de blogue nunca sei até onde os meus pensamentos me vão levar. Mas isto acaba por acontecer na...
Irina Marques
19 de nov. de 20241 min de leitura


Depois do Fantasma da Ópera
Escrevo esta entrada de post na viagem de regresso a Braga no comboio Alfa Pendular, carruagem 3 lugar 31, novamente à janela mas deta...
Irina Marques
25 de out. de 20242 min de leitura


Pensamentos avulsos no Alfa Pendular
Escrevo esta entrada sentada no Alfa Pendular, carruagem 6 lugar 46 com vista para a janela, a caminho de Lisboa numa viagem que irá...
Irina Marques
24 de out. de 20242 min de leitura


Artista Plástico XIV
Multiplicidade de trabalhos é algo que é uma constante em mim, e consigo apreender a minha desorganização quando de um dia para o outro...
Irina Marques
22 de out. de 20242 min de leitura


Artista Plástico XIII
Passo a explicar porque me isolei das redes sociais e outros afins... Existe diversas razões mas sem dúvida um predomina - excesso de...
Irina Marques
18 de out. de 20243 min de leitura


Artista Plástico XI
Continuarei com esta série para quando me apetecer tecer consideração sobre as minhas obras. Hoje lembrei-me de um estado de espirito que...
Irina Marques
16 de out. de 20242 min de leitura


Artista Plástico X
O que faz um artista plástico? Pega no pincel e pinta. Vai à loja de materiais de pintura e escolhe os materiais, tintas, pinceis e...
Irina Marques
14 de out. de 20242 min de leitura


Artista Plástico IX
Com o tempo aprendes a identificar os teus momentos. Neste caso encontro-me a ter um período criativo muito acentuado o que significa que...
Irina Marques
12 de out. de 20242 min de leitura


Artista Plástico VIII (II)
Criar é um acto solitário. Não há outra forma de explicar esta questão. Sem solidão, tédio não se cria nada de jeito. Isto porquê? Talvez...
Irina Marques
11 de out. de 20243 min de leitura
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