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Espaço de Escrita
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O Drama do Canto Inferior Direito
Um texto bem humorado do dilema de assinar ou não a obra de arte
Irina Marques
7 de mai.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a terceira fase.
Nesta fase do "quero, posso e pinto", deixei de criar para o crítico imaginário e passei a pintar para mim. A mudança para Braga foi o catalisador desta metamorfose. A minha arte ganhou o espaço público, mercados, exposições e até o meu próprio livro. Os meus gatos continuam como chefes de equipa com a arrogância habitual. Já não luto contra o erro, incorporo-o. A identidade não é um destino fixo, mas um território que se expande a cada viagem, conversa e nova perspetiva.
Irina Marques
4 de mai.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a segunda fase.
Depois de sobreviver à cozinha, passei para as escolhas conscientes e tornei-me investidora de pigmentos. Comprei tubos "grau de artista" e o braço de ferro com o material acabou: a tinta já não fugia e os pincéis ganharam companhia (e sabão próprio), sem perder pelos na tela.
Por alergia e falta de paciência para secagens longas, descartei o óleo; as minhas pinceladas são urgentes demais. Os gatos subiram a chefes de equipa, vigiando do topo da cadeira. Sem focar em galeria
Irina Marques
29 de abr.2 min de leitura


Estágios, uma retrospectiva, a primeira fase.
Não sou mestre de nada, mas já distingo cinquenta tons de azul e evito beber a água dos pincéis. No início, o meu atelier cabia inteiro numa caixa de sapatos e a criação dividia espaço com a rotina na mesa da cozinha. Os meus dois gatos eram os críticos de serviço, as paletas eram tampas recicladas e o suporte eram restos de cartão, onde tentava que as árvores não fossem brócolos. Hoje as telas evoluíram e os pincéis multiplicaram-se, mas a essência teimosa e a urgência de pi
Irina Marques
26 de abr.2 min de leitura


Quem é quem na Paleta
Este texto personifica as cores da paleta, transformando pigmentos em personagens cómicas e temperamentais. As descrições exploram as dores de cabeça técnicas que vivemos diariamente no atelier. É um olhar sarcástico sobre a falta de controlo do artista perante a vontade própria das tintas, celebrando o caos criativo e as manchas inevitáveis na roupa com uma dose extra de humor e cumplicidade técnica.
Irina Marques
15 de abr.2 min de leitura


O Acordo de Arestas e Curvas - Construtivismo Caótico
A tela nasce de uma "reunião de condomínio" cromática. O Vermelho impõe-se no centro como âncora, enquanto o Amarelo busca equilíbrio e luz. As Diagonais ditam as regras da estrutura, mas o Azul pede calma e espaço. Entre o rigor do Mosaico e a fluidez das formas orgânicas, há uma negociação constante: quem empurra, quem abriga, quem brilha. O resultado final é um pacto de paz visual, onde cada geometria se encaixa num equilíbrio dinâmico que transforma o caos numa sinfonia v
Irina Marques
14 de abr.2 min de leitura


Troquei o manual de instruções por um tubo de tinta.
Muitas vezes perguntam-me: "O que significa isto?". Confesso um segredo: o manual de instruções foi empurrado da mesa pelo meu gato, o meu "Diretor de Caos", que o transformou em confetis. No atelier, as formas são teimosas. O círculo é mandão, o triângulo quis ser pássaro e o fundo amarelo é um café expresso para ninguém adormecer. Pintar é criar perguntas giras, não dar respostas. O gato já deu o selo de aprovação (sentando-se na paleta). Agora a obra é vossa. O que veem ne
Irina Marques
14 de abr.1 min de leitura


O que os meus pinceis dizem sobre mim, uma entrevista.
Uma entrevista, conduzida pela artista plástica, aos seus pinceis.
Irina Marques
13 de abr.2 min de leitura
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