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Quem é quem na Paleta

O Amarelo ou O "Otimista Tóxico"

O Amarelo entra na tela a gritar: "Bom dia, alegria!". Mas é a cor mais fofoqueira que existe. Se houver um pingo de azul a três metros de distância, ele transforma-se logo em verde e estraga o esquema todo. Além disso, tem a cobertura de uma folha de papel transparente. Queres tapar um erro com amarelo? Esquece. Ele vai apenas destacar o teu erro com um marcador fluorescente.



O Azul Ultramarino ou O Snob Intelectual

O Azul acha-se a cor mais profunda e espiritual. Ele não "está" ali; ele "transcende". Se o tentares misturar com um pouco de Vermelho, ele olha para ti com desdém e diz: "Eu não faço roxo, eu faço 'Violeta de Cobalto com Crise Existencial'". É a cor que acaba sempre por manchar a tua camisola favorita, só para te lembrar quem manda no atelier.



O Vermelho ou O Drama Queen

O Vermelho não sabe o que é moderação. Se puseres uma gota de vermelho numa piscina de branco, parabéns: agora tens uma piscina de cor-de-rosa pastilha elástica. O Vermelho quer ser o protagonista de todos os quadros. É aquela cor que, se pudesse, usava óculos de sol dentro de casa e exigia um camarim privado.



O Verde Terra ou O Primo Alternativo

Ninguém sabe bem para que serve até precisar de pintar uma árvore que não pareça um desenho de uma criança de cinco anos. É discreto, não incomoda ninguém, mas tem um complexo de inferioridade porque toda a gente prefere misturar o seu próprio verde (o que geralmente resulta numa cor de lama depressiva).



O Branco de Titânio ou O Santo Milagreiro

O Branco é o gestor de crises. É ele que chamamos quando tudo correu mal e precisamos de fingir que aquela mancha esquisita é, na verdade, um "reflexo de luz genial". O problema? Ele acaba sempre primeiro. É a única cor que compramos em baldes de 5 litros e, mesmo assim, desaparece misteriosamente a meio da noite.



O Magenta ou A Cor que Não Sabe o que É

O Magenta vive numa crise de identidade permanente. Não é cor-de-rosa, não é roxo, não é vermelho. É aquela cor que os cientistas dizem que "o nosso cérebro inventa porque não sabe processar a luz", o que faz dele a cor mais pretensiosa do grupo. Tenta explicá-lo a alguém que não seja artista: "É um rosa, mas com atitude e um mestrado em Física Quântica". Na paleta, ele olha para o Vermelho Cadmio com um ar de superioridade, enquanto gasta metade da tua paciência para ser afinado.



O Ocre Amarelo ou O "Pau para Toda a Obra"

O Ocre é o primo humilde que veio do campo. Ele não tem o brilho do Dourado nem a energia do Amarelo Limão, mas é ele que salva o dia quando precisas de pintar pele, areia, paredes velhas ou... bem, quase tudo. É a cor mais "pé descalço", mas tem um problema: ele tem o poder mágico de aparecer em sítios onde nunca o puseste. Terminas a pintura e tens Ocre no cotovelo, na maçaneta da porta e, inexplicavelmente, na testa do teu gato.



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